Mulheres privadas de liberdade são surpreendidas em ação alusiva ao Dia das Mães

Por: Larissa Claro – Publicado em: 11.05.2023

 

Cerca de 30 mulheres privadas de liberdade foram surpreendidas nesta quinta-feira (11), na Penitenciária de Reeducação Feminina Maria Júlia Maranhão, com uma ação de integração social promovida pela Defensoria Pública do Estado da Paraíba em alusão ao Dia das Mães. O auditório da unidade prisional foi tomado pela emoção com a exibição de vídeos gravados por filhos, mães e familiares das mulheres, com mensagens de carinho e força para as mulheres.

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A ação teve o objetivo de proporcionar um momento de fortalecimento dos laços afetivos entre as mulheres privadas de liberdade e seus familiares e contou com a parceria da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária  (SEAP) e da unidade prisional. A iniciativa partiu da Coordenadoria Administrativa de Execução Penal (CAEP) da DPE-PB.

A seleção das mulheres participantes priorizou aquelas cujas famílias residem em outros Estados ou cidades e que, portanto, não recebem – ou raramente recebem – visitas dos seus familiares.

É o caso de Sheila Maria Nápoles, de 40 anos. Ela conta que não vê a família há 10 anos e ficou extremamente emocionada com a homenagem que a avó e a filha prestaram no vídeo. “Foi lindo, maravilhoso, eu não esperava. Minha família é toda de São Paulo. Eu não as via há 10 anos. Foi um dia muito especial”, disse, emocionada.

O dia foi muito especial também para Daniela da Silva, de 21 anos. Grávida de sete meses, este será o seu primeiro Dia das Mães. “Ver a minha família nesse momento, a minha mãe que é tudo pra mim, foi muito especial, eu realmente não esperava e não poderia ganhar um presente melhor do que esse”, disse a jovem.

O subdefensor público-geral Institucional, Ricardo Barros, parabenizou as mulheres pelo Dia das Mães e procurou, dirigindo-se às reeducandas, levar estímulo e esperança às mulheres privadas de liberdade. Ele também agradeceu a parceria de todos os órgãos envolvidos, sobretudo, a equipe de CAEP, e as defensoras públicas Iara Bonazzoli e Raíssa Palitot, que atuam na unidade prisional .

A coordenadora da CAEP, Waldelita Cunha, ressaltou que a Defensoria Pública não se preocupa apenas em realizar o atendimento ao assistido ou peticionar nos autos. “A Defensoria atua de forma que a assistência vá além, ou seja, procuramos buscar meios de alcançar a pessoa privada de liberdade para que ela não só cumpra a pena, mas que seja integrada socialmente, que ela não reincida, que ela seja responsabilizada, tenha consciência do erro e passe a contribuir, tendo uma perspectiva positiva de vida”, pontuou a defensora pública.

A diretora da penitenciária, Cyntia Almeida, também falou às reeducandas e ressaltou que, antes delas estarem naquela condição temporária de privação de liberdade, elas são mulheres, mães e filhas.

“Eu vejo como uma data muito especial, um  momento muito especial. Quando a DPE acionou a direção nós sentimos uma enorme alegria e pensamos na melhor forma de trazer algo especial para vocês. Algo que tocasse o coração, algo que não tivesse preço, mas tivesse grande valor. Esperamos que esse momento seja especial e toque o coração de vocês”, disse a diretora da unidade.

Também participaram da ação a coordenadora de Atendimento da Execução Penal e Estabelecimentos Penais (CAEPEP) da DPE-PB, Iara Bonazzoli; a vice presidente da Valle Academia de Cordel, Claudete Gomes, que declarou um cordel da sua autoria com o tema o Dia das Mães; a gerente executiva do Museu Casa de José Américo, Janete Lins Rodrigues; e a missionária Sadja Rolim.

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