Transformar a luta histórica das mulheres negras em acesso efetivo à justiça e proteção de direitos é um desafio que exige diálogo e ação. Com este objetivo, a Defensoria Pública da Paraíba (DPE-PB) realizará, no dia 24 de julho, das 8h30 às 13h, a Roda de Conversa “Enfrentamento às Violações dos Direitos das Mulheres Negras: O Papel do Estado e da Sociedade Civil”. O evento, organizado em parceria com a Marcha da Negritude Unificada Contra o Racismo e o Movimento de Mulheres Negras do estado, acontecerá na Sala do Conselho Superior da instituição, no bairro Tambiá, voltado a membros(as), servidores(as), assessores(as), estagiários(as) e colaboradores(as).
A ação integra a 14ª edição do Julho das Pretas, agenda coletiva e nacional que articula movimentos políticos e sociais na valorização da atuação de mulheres negras e na celebração do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e do Dia Nacional de Tereza de Benguela. O objetivo do encontro é fortalecer o diálogo entre a DPE-PB, os movimentos sociais e a sociedade civil, promovendo um espaço de escuta, reflexão e construção coletiva sobre os desafios enfrentados pelas mulheres negras e as estratégias de garantia de direitos.
PROGRAMAÇÃO – As atividades terão início às 8h30 com a Mesa de Abertura Institucional, que contará com a presença da defensora pública-geral, Madalena Abrantes, da coordenadora do Núcleo Especial de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres (Nudem) da Defensoria, Monaliza Montinegro, e do coordenador do Núcleo de Promoção da Igualdade Racial e Combate ao Racismo da DPE-PB, Denis Torres.
A partir das 9h, terá inicio a Mesa de Debate. A Defensoria e a sociedade civil compartilharão um espaço de diálogo. Como representantes dos movimentos sociais, estarão presentes: Hildevânia Macêdo, psicóloga, ativista e integrante do Movimento de Mulheres Negras da Paraíba; Luz Santos, professora da Universidade Federal da Paraíba, também ativista do Movimento de Mulheres Negras e pesquisadora sobre racismo e sexismo epistêmico; e Luciene Tavares, mulher quilombola da Comunidade Caiana dos Crioulos, presidenta da Organização de Mulheres Negras de Caiana e pesquisadora das relações étnico-raciais. Além delas, a defensora pública Lorena Cordeiro também integrará a mesa.
Os debates serão organizados em eixos norteadores que abordarão temas como a valorização da história, identidade e os saberes das mulheres negras quilombolas; racismo estrutural e racismo institucional; e violência contra a mulher. O evento será encerrado às 13h com uma discussão sobre a importância de aprimorar e humanizar o atendimento às mulheres negras.
Texto: Luiz Filho
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