Defensoria e TJPB fortalecem cooperação nos Grupos Reflexivos de Autores de Violência

Romper o ciclo da violência também passa por transformar comportamentos. Com esse foco, a Defensoria Pública da Paraíba esteve reunida, na manhã desta quarta-feira (), com a Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) para alinhar o fluxo de encaminhamentos aos Grupos Reflexivos de Autores de Violência, iniciativa desenvolvida pela DPE-PB.

O encontro ocorreu no Fórum Cível da Capital e teve como objetivo aprimorar o termo de cooperação entre os órgãos, fortalecendo a articulação com as varas especializadas e os núcleos de custódia para garantir que homens autores de violência sejam direcionados ao acompanhamento psicossocial e educativo.

Participaram da reunião a defensora pública-geral, Madalena Abrantes; a coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem), Valéria Onofre; as assessoras de gabinete Aline Sales e Monaliza Montenegro; e a psicóloga Vanilda Luna, que atua diretamente na condução dos grupos.

Para a DPG, o diálogo institucional amplia a efetividade das ações de enfrentamento. “Os grupos reflexivos são uma ferramenta estratégica para interromper a reincidência e promover responsabilidade. Quando atuamos na conscientização e na mudança de comportamento, estamos protegendo mulheres e fortalecendo políticas públicas mais eficazes. Essa parceria com o Tribunal é essencial para que o encaminhamento aconteça com agilidade e alcance quem realmente precisa”, pontou Madalena

“Sempre uma alegria receber a Defensoria Pública, estarmos juntos, principalmente quando a gente está aqui afinando esse termo de cooperação tão importante (…) para que a gente possa encaminhar os homens dentro dessa perspectiva, dentro das medidas protetivas, seja através dos núcleos de custódia, seja também através das próprias varas especializadas. Então a gente aqui hoje fortalece ainda mais os nossos laços, nossos vínculos institucionais.”

A magistrada também destacou a importância de envolver os homens na mudança cultural necessária para prevenir novas agressões: “Só existe vítima de violência doméstica porque existiu ou existe um autor de violência doméstica, então essa modificação, essa mudança realmente, ela precisa passar pelos homens. O grupo reflexivo é algo realmente muito caro também, a coordenadoria, ao olhar do Tribunal de Justiça, porque acreditamos que esse trabalho precisa alcançar as mulheres, protegendo-as quando um homem é bem formado e é bem orientado naquilo que significa ser homem na sua masculinidade.”

Os Grupos Reflexivos de Autores de Violência apostam na escuta qualificada, na educação para direitos e na reconstrução de atitudes, contribuindo para reduzir conflitos e ampliar a proteção às mulheres atendidas pela rede de justiça.

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