
Os números mostram esse cenário de forma clara. Entre os (as) defensores (as) públicos (as), as mulheres representam cerca de 57% do total, enquanto os homens correspondem a 43%. No quadro de servidores, a presença feminina também predomina, com aproximadamente 63% de mulheres e 37% de homens. A diferença se amplia entre os (as) estagiários (as), onde as mulheres somam cerca de 69%, frente a 31% de homens. Já entre os (as) colaboradores (as), os homens representam 62%, enquanto as mulheres correspondem a 38% do total.
Somando todos os segmentos, a Defensoria conta com 466 mulheres e 267 homens, evidenciando a forte presença feminina na atuação diária da instituição.
Esse protagonismo também se reflete nos espaços de liderança. A Defensoria Pública da Paraíba é comandada por uma mulher, a defensora pública-geral Madalena Abrantes, e os dados mostram que as mulheres também são maioria nas funções de direção e coordenação, com 61% das funções ocupadas por elas, enquanto os homens representam 39% dessas posições.
Outro exemplo desse cenário de representatividade está na composição do Conselho Superior da Defensoria Pública da Paraíba. Considerando os oito cargos que integram o colegiado, incluindo os membros da administração superior, cinco são ocupados por mulheres e três por homens. Quando se observa apenas os membros eleitos diretamente pela categoria, a presença feminina é ainda mais expressiva: quatro mulheres e um homem, reforçando o protagonismo das defensoras também nos espaços colegiados de deliberação da instituição.
Para a defensora pública-geral Madalena Abrantes, os números demonstram uma transformação importante na ocupação de espaços de decisão pelas mulheres e refletem o compromisso da instituição com a igualdade de oportunidades.
“A Defensoria Pública tem uma missão profundamente ligada à promoção de direitos e à redução de desigualdades. Ver mulheres ocupando a maioria dos espaços da instituição, inclusive nos cargos de liderança, mostra que estamos avançando na construção de um ambiente mais justo, com mais representatividade e equidade de gênero”, destacou Madalena. “Os dados demonstram que a paridade de gênero não é apenas um ideal, mas uma realidade dentro da Defensoria Pública da Paraíba”, acrescentou a DPG.
Texto: Larissa Claro
Foto: Roberto Marcelo
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