
O documento reúne resultados de atividades de levantamento e reconhecimento territorial realizadas entre fevereiro e março de 2026. O estudo apresenta fundamentos histórico-sociais, jurídicos, urbanísticos e ambientais que irão orientar as ações de regularização da área.
Durante a reunião, foi apresentada aos moradores uma análise das demandas jurídicas, processuais e administrativas relacionadas ao território, buscando compreender como a ocupação se enquadra nas normas urbanísticas atuais.

“Já existe sentença nesse processo, que está em fase de cumprimento. Nela foi determinado que o município proceda à regularização fundiária da comunidade ou realize a realocação das famílias. Quando fizemos a visita ao território, verificamos que se trata de uma comunidade consolidada, com moradores que vivem aqui há mais de 45 anos. Entendemos que o mais adequado não seria a remoção, mas sim a regularização, respeitando a história dessas pessoas e os vínculos construídos ao longo do tempo”, explicou.
Segundo a defensora, algumas intervenções urbanísticas já foram realizadas anteriormente pelo município, mas outras ainda serão necessárias para garantir mais segurança à comunidade. “O nosso objetivo é que a comunidade permaneça, que seja respeitada a trajetória de vida dessas famílias e as relações sociais estabelecidas aqui ao longo de décadas”, acrescentou.

Como parte dessa etapa, está prevista para o dia 25 de março a realização de uma oficina com os moradores, utilizando metodologias de cartografia social e construção de uma linha do tempo da comunidade. A atividade buscará resgatar a memória do território e compreender as dinâmicas sociais do local.
Após essa fase, será realizado o cadastramento social das famílias residentes. “Vamos fazer o cadastro casa por casa, família por família, reunindo as informações necessárias para o processo de regularização fundiária”, explicou Natasha.

Texto: Felipe Bezerra
Fotos: Manuela Fontes Evangelista
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