Defensoria Pública leva debate sobre masculinidades a homens privados de liberdade

Encerrando as atividades do Mês da Mulher, a Defensoria Pública do Estado da Paraíba promoveu, na última terça (31), uma atividade sociopedagógica voltada a homens privados de liberdade que cumprem pena por crimes relacionados à violência doméstica, na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, conhecida como Roger, em João Pessoa.

A ação foi realizada por meio da Coordenadoria Administrativa de Execução Penal (Caep) e teve como tema “Masculinidades, relações de poder e prevenção da violência doméstica”. A iniciativa buscou incentivar a reflexão crítica sobre comportamentos, padrões sociais e dinâmicas que contribuem para a perpetuação da violência nas relações afetivas.

A proposta central foi promover a construção de formas não violentas de resolução de conflitos, a partir da análise das relações de poder e dos papéis socialmente atribuídos aos homens. Durante o encontro, os participantes foram estimulados a refletir sobre os aprendizados sociais ligados à masculinidade, identificar comportamentos que podem levar à escalada da violência e discutir alternativas para lidar com situações de conflito sem o uso da violência.

A metodologia adotada foi a roda de conversa, com dinâmicas reflexivas e perguntas disparadoras, favorecendo o diálogo, a escuta ativa e a troca de experiências entre os internos. A atividade foi conduzida por equipe multidisciplinar, com a participação da defensora pública Waldelita Cunha, da assessora jurídica Elluênia Lucena, além da assistente social Nirleide Dantas e da psicóloga Daniela Rocha, que contribuíram para o aprofundamento das discussões.

A ação contou ainda com o apoio da Secretaria de Administração Penitenciária e da direção da unidade prisional, representada pelo diretor Edmilson Alves, com o suporte dos policiais penais Idelson Caminha e Alexandre, que colaboraram para a realização da atividade.

Para Waldelita Cunha, a iniciativa reforça o papel da Defensoria Pública na promoção de mudanças sociais a partir da conscientização. “Refletir sobre masculinidades e reconhecer padrões que sustentam a violência é um passo fundamental para transformar realidades. Nosso objetivo é contribuir para a construção de relações mais justas e respeitosas, inclusive a partir de espaços como o sistema prisional”, destacou a coordenadora da Caep.

A direção da unidade também ressaltou a importância da ação para o processo de ressocialização. Segundo Edmilson Alves, atividades como essa permitem que os internos compreendam a necessidade de rever comportamentos e projetar novas trajetórias para o retorno ao convívio em sociedade.

Texto: Larissa Claro
Fotos: Equipe Caep

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