
De acordo com o corregedor-geral da DPE-PB, Coriolano Sá, além da estratégia já conhecida — em que os golpistas informam que a causa está ganha e solicitam pagamentos para dar continuidade ao processo —, os criminosos passaram a simular até audiências judiciais para convencer as vítimas.
Segundo o corregedor, os estelionatários entram em contato com assistidos que possuem processos em andamento, enviam links e até resumos do processo para dar aparência de legitimidade. Em seguida, convidam a vítima para participar de uma suposta audiência virtual.
“Eles estão mais sofisticados. Mandam link, encaminham um resumo do processo e chegam a simular uma audiência. Usam a logomarca da Defensoria, colocam alguém se passando por juiz, por mediador, fazem um falso acordo e, durante essa encenação, tentam obter acesso às contas bancárias da pessoa”, explicou Coriolano Sá.
Em um dos casos relatados à Corregedoria, um cidadão que tinha uma demanda de cerca de R$ 5 mil relacionada a apostas on-line foi induzido a participar de uma audiência falsa e acabou convencido pelos criminosos a realizar transferências que somaram aproximadamente R$ 12 mil.
A Corregedoria alerta que essas audiências são totalmente fraudulentas e têm como objetivo enganar as vítimas para obter dados bancários ou induzir transferências de dinheiro.
Outro ponto importante destacado pela instituição é que a Defensoria Pública não envia links de audiência no dia da realização do ato processual. Quando há audiências virtuais, os links são encaminhados pelo próprio Poder Judiciário, e não por defensores ou servidores da instituição.
GRATUIDADE DOS SERVIÇOS – A Defensoria Pública reforça que todos os serviços prestados pela instituição são totalmente gratuitos, conforme determina a legislação. Não há cobrança de honorários, custas ou qualquer tipo de taxa em processos acompanhados pela DPE-PB.
Assim, qualquer pedido de pagamento em nome da Defensoria deve ser considerado suspeito.
COMO AGIR – A orientação da instituição é que, ao receber qualquer mensagem solicitando dinheiro em nome da Defensoria Pública:
– não realize pagamentos;
– não compartilhe dados pessoais ou bancários;
– registre a denúncia.
Os casos podem ser comunicados à Ouvidoria-Geral da Defensoria Pública da Paraíba, por meio do WhatsApp (83) 98647-7712, ou presencialmente em um dos núcleos de atendimento da instituição. Também é possível registrar ocorrência na Delegacia de Defraudações da comarca correspondente.
A Corregedoria reforça que a denúncia é fundamental para identificar os responsáveis e evitar que outras pessoas sejam vítimas do golpe.
Texto: Larissa Claro
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