Ouvidoria da Defensoria Pública realiza 1ª Feira de Artesanato e estimula a economia solidária

A Ouvidoria Geral da Defensoria Pública da Paraíba realizou a 1ª Feira de Artesanato da instituição, nesta sexta-feira (5). A iniciativa, que teve o objetivo de estimular a economia solidária, aconteceu na área externa da Ouvidoria, no bairro do Tambiá. No evento, artistas independentes, movimentos sociais e grupos comunitários expuseram e comercializam suas produções.

Paulinho e Bruno Marques foram dois desses artesãos que participaram da Feira. Os artistas destacaram a felicidade de exibir as suas peças. “Eu trabalho com a área do biscuit. E para nós está sendo um prazer participar da exibição aqui na Defensoria Pública. É uma grande honra estar participando desse o evento”, celebrou Paulinho.

Para Bruno, estar entre os expositores é motivo de orgulho e de luta contra o preconceito. “Eu trabalho com a área de bijuterias e miçangas. Nós trabalhamos com essas peças para mostrar o nosso carinho e a valorização do nosso trabalho. Cada peça dessa foi feita com amor e dedicação. Muitas vezes, nós, como homens, somos criticados e sofremos preconceito quando apresentamos nosso artesanato. Mas estamos aqui para demonstrar que o artesanato também é um lugar para os homens”, salientou o artesão.

Lindaci também aproveitou a Feira para apresentar as artes que tem produzido. Ela se mostrou encantada ao compartilhar o espaço com tantos outros artesãos e ressaltou os benefícios que a arte e a cultura são capazes de provocar. “Estar aqui é importante. Não pensei que fosse haver tantas pessoas, tantos artesãos. Então, compartilhar isso com essas pessoas que eu nem conhecia é muito útil para combater a depressão. A gente se esquece que tem um pouquinho dela e passa adiante. Nos momentos difíceis, a gente começa a mexer na máquina, nas linhas, no tecido. E vai saindo coisa boa. Para mim foi uma grande terapia”, expressou.

Na oportunidade, a ouvidora Inize Machado comentou sobre a realização da iniciativa e do contato frequente da instituição com a sociedade civil. “Nós, como Ouvidoria, somos apenas intermediários. Estamos concretizando a realização desta feira de economia solidária e esse dia é um dia muito especial. Esse povo é um povo artesão, um povo dedicado, com artigos únicos, e felizmente estamos assistindo a um espetáculo, é tudo muito bonito, tudo preparado com muito amor. Temos que aproveitar e dar oportunidade para que eles possam expor as suas peças”, declarou.

Texto: Luiz Filho
Foto: Roberto Marcelo

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