Idealizada pela servidora da Defensoria Pública Clara Gleysa Duarte, a Mostra busca promover a ressocialização de internos e adolescentes em conflito com a lei por meio do cinema paraibano. O projeto leva exibições de curtas-metragens de ficção, documentário e animação, com o objetivo de ampliar horizontes e estimular reflexões entre os participantes.No primeiro dia de exibições, 35 detentos assistiram aos filmes. “Nosso objetivo é contribuir com o processo de ressocialização através da cultura. Os participantes terão a oportunidade de assistir aos filmes e discutir sobre esse mundo mágico, ficcional e real do cinema”, destaca Clara Gleysa.
A segunda edição do evento também contou com a presença da defensora pública Jessica Maria Feitosa de Moura e Silva, que atua na cadeia pública de Sousa e estuda formas de tornar a Mostra em um projeto permanente. “Estou analisando como transformar o Colônia de Cinema em uma iniciativa contínua, permitindo que os apenados possam remir a pena por meio dos filmes e documentários. Com o apoio da Colônia Penal Agrícola de Sousa e do GMF – Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário –, a Defensoria ampliará os estudos para viabilizar a remição e fortalecer a ressocialização por meio da arte”, afirma a defensora.
O diretor da Colônia Penal Agrícola do Sertão, Joaquim Rodrigues Neto, ressalta que a Mostra se soma a outras iniciativas de ressocialização desenvolvidas na unidade. Ele enfatiza o papel essencial da cultura nesse processo e destaca o cinema como uma ferramenta poderosa de transformação.
SOBRE A MOSTRA COLÔNIA DE CINEMA – A primeira edição do evento foi realizada em abril de 2022, na Colônia Penal Agrícola do Sertão. Agora, a iniciativa amplia sua atuação, levando exibições também ao CEA, fortalecendo o alcance da cultura como instrumento de reintegração social.
Texto: Felipe Bezerra