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Seis defensores públicos em atividade completam 75 anos em 2021

Por: Cândido Nóbrega

Até o final deste ano, seis defensores públicos do estado terão deixado o cargo após atingir a idade limite para aposentadoria, 75 anos, conforme prevê a Lei Complementar 152/2015. As defensoras Marizete Batista Martins, Maria Valeriano de Oliveira Marques, Sônia Régis Vital Maia e Elenice de Franca Lemos seguem na ativa, enquanto Antônio Roberto de Faria e Walnir Onofre Honório se desligaram da instituição no primeiro trimestre deste ano.

O defensor público-geral da Paraíba, Ricardo Barros, destaca a importância destes membros para o crescimento da Defensoria Pública e os relevantes serviços prestados não só à instituição, mas, sobretudo, à sociedade “A Defensoria tem profundo orgulho e gratidão pelos inestimáveis serviços prestados por estes valorosos profissionais, que ao longo de suas vidas não mediram esforços para exercer a missão constitucional de prestar assistência jurídica às pessoas hipossuficientes”, agradeceu o DPG.

A subdefensora Madalena Abrantes também enalteceu “o trabalho hercúleo, de décadas, dos colegas atingidos pela aposentadoria compulsória este ano”, cujo reconhecimento e valorização vêm sendo destacados ao longo das últimas gestões da DPE-PB.

TRAJETÓRIAS
- Prestes a ser aposentar, Maria Valeriano declarou já estar “morrendo de saudade da instituição que ama e zela”, a qual dedicou grande parte de sua vida percorrendo o interior do estado até chegar à capital, onde atua junto à 4ª Vara de Família. “Até em ambulância eu cheguei a fazer o percurso entre Ingá e Itatuba. Nesta última comarca, trabalhei por 12 anos e tive o reconhecimento materializado por meio de um Título de Cidadania. Se não fui 100%, tenho certeza que tentei fazer o melhor possível pelos assistidos”, disse a defensora, ao relembrar a trajetória.

Emocionada, a defensora Elenice Lemos diz que, se pudesse, continuaria atuando no ofício que sempre amou. “Sempre gostei de ajudar, a partir do meu trabalho, as pessoas pobres na forma da lei, que se não tiverem um defensor público com espírito de humanidade ficarão desamparados da garantia dos mais básicos direitos”, diz. Ela encerrará a carreira no 1º Juizado Especial Cível da Capital, tendo passado pelas comarcas de Guarabira, Prata, Cuité e Cuitegi. “Foram anos marcados por dificuldades, mas também por muito aprendizado”, avaliou.

Segunda família: assim, a defensora pública Sônia Régis Vital Maia definiu a DPE-PB. Ela, que atua junto à 2ª Vara da Infância e Juventude da Capital, afirmou que decidiu permanecer na ativa até ser atingida pela aposentadoria compulsória na expectativa de ajuste no subsídio da categoria. “Enquanto isso, continuo trabalhando como sempre fiz, com muito afinco, dedicação e amor”, afirmou.

Já a defensora Marizete Batista Martins expressou, sensibilizada, o sentimento de felicidade por trabalhar fazendo o que gosta, com muito amor e carinho: assistir às pessoas carentes, garantindo-lhes o acesso à justiça. Ela, que iniciou o que considera “um verdadeiro sacerdócio” pela comarca de Bananeiras, também passou por Soledade e Patos. Atualmente responde pela titularidade do 6º Juizado Especial Cível da Capital e atua no Núcleo de Atendimento de João Pessoa.

DE CORPO E ALMA
– Ao conceder entrevista antes da aposentadoria, Antônio Roberto manifestou a consciência tranquila pelos mais de 40 anos de dedicação ao trabalho, exercido com afinco, “de corpo e alma”, nas comarcas de Queimadas, Esperança e Campina Grande. Nesta última, durante grande período, junto à Vara de Família.

Já Walnir Onofre, que também falou com a Assessoria de Imprensa da DPE antes de se aposentar, revelou que pretendia continuar advogando e que mantinha a sensação de dever cumprido, não só em favor da Defensoria Pública, mas, sobretudo, das pessoas carentes que atendeu e “que não tinham como pagar um advogado para garantir direitos negados, como o acesso a um remédio para salvar suas vidas”.